“Notas Do Novo Testamento” De Barnes – 1 Coríntios 7:6
A Primeira Epístola De Paulo O Apóstolo Aos Coríntios – Capítulo 7 – Versículo 6
Verso 6 – Mas eu falo isso por permissão, etc. Não é muito certo o que a palavra “isso,” (touto) nesse verso, refere ao que precede, ou ao que se segue. Nisto, os comentadores estão divididos, a mais natural e óbvia interpretação é que se refere à declaração precedente. Eu estou inclinado a pensar que a mais natural construção é a verdadeira, e que Paulo faz referência ao que ele disse em 1 Co 7:5. Mais recentes comentadores, como Macknight e Rosenmuller, entretanto, supõe que se refere ao que se segue, e apelam para lugares similares em Jo 1:2; Sal 49:3; 1 Co 10:23.
Calvino supõe que se refere ao que foi dito em 1 Co 7:1
Por permissão. Suggnumen. Esta palavra significa indulgência, ou permissão, e permanece opondo-se ao que é expressamente juntado. Complemento 1 Cor 7:25: Eu posso dizer isso; Eu não tenho comando expresso no assunto, eu dou como minha opinião; Eu não falo isso diretamente sob influência da Divina inspiração” Veja 1 Co 7:10, 25, 40.
Paulo aqui não clama estar sob inspiração nessas directivas em que ele especifica. Mas isso não é argumento contra sua inspiração em geral, mas o contrário. Pois,
(1.) Isso mostra que ele foi um homem honesto, e estava disposto a declarar a exata verdade. Um impostor, fingindo a inspiração, teria dito que sempre estava inspirado. Quem já ouviu de um fingidor da Divina inspiração admitindo que em alguma coisa ele não estava sob Divina guia? Mohammed alguma vez fez isso? Os impostores de agora alguma vez fizeram?
(2.) Isto mostra que em outros casos, onde nenhuma exceção é feita, ele clamou estar inspirado. Estas poucas exceções, que ele expressamente faz, provam que em qualquer outro lugar ele clamou estar sob influência de inspiração.
(3.) Nós temos que supor, entretanto, que em todos seus escritos onde ele não faz expressa exceção (E as exceções são muito poucas em número,) Paulo clamou estar inspirado. Macknight, entretanto, e alguns outros, entende isso como um mero aviso, como um homem inspirado, não pensando como um comando.
Não como mandamento. Não por expressa instrução vinda do Senhor. Ver 1 Co 7:25. Eu não clamo nisso estar sob influência de inspiração; e supondo que seria ilícito para uma esposa Cristã ou marido assim ser, meu conselho aqui precisa ser guardado, ou não, como vocês forem capazes de recepcioná-lo.
Conheça o abolicionista teólogo americano Albert Barnes, ministro presbiteriano e criticista bíblico. Sua obra “Notas Sobre O Novo Testamento” é famosa e está disponibilizada no site abaixo.
Traduzido do CCEL.
O exposto acima mostra como a doutrina da Plena Inspiração (Princípio base do Fundamentalismo) não tem apoio nos textos bíblicos.
Publicado em Julho 29, 2008 de 7:38 pm e arquivado sobre Hermenêutica, Problematizações, εκκλησια com as tags "albert barnes", "Coríntios", "criticismo bíblico", "fundamentalismo", "novo testamento", "plena inspiração". Você pode acompanhar qualquer resposta por meio do RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.